Sobre obesidade

Algumas leituras interessantes sobre o assunto para outros obesos que se interessarem.

O quão pouco entendemos sobre o assunto:

The problem with diets that are heavy in meat, fat or sugar is not solely that they pack a lot of calories into food; it is that they alter the biochemistry of fat storage and fat expenditure, tilting the body’s system in favour of fat storage. (…) This might sound like a merely technical distinction. In fact, it’s a paradigm shift: if the problem isn’t the number of calories but rather biochemical influences on the body’s fat-making and fat-storage processes, then sheer quantity of food or drink are not the all-controlling determinants of weight gain.

E ainda assim, nos sentimos no direito de legislar e tentar criar políticas para “ajudar” os obesos:

The biggest mystery when it comes to obesity is not how to prevent it. It’s how to treat it. Don’t get me wrong. We need to know what expands our girth so that millions more don’t suffer the type 2 diabetes and heart disease that follow. But millions are obese, right now, and the medical establishment doesn’t really know how to help them.

Afinal de contas, não é como se pacientes fossem confiar e levar a sério médicos e nutricionistas que lhes dissessem a verdade, mesmo que soubessem:

Yet all this negativism bothers people, Dr. Allison conceded. When he talks about his findings to scientists, they often say: “O.K., you’ve convinced us. But what can we do? We’ve got to do something.”

One response to “Sobre obesidade”

  1. Camila says:

    Concordo que sim, entendemos pouco sobre obesidade. Assim como entendemos pouco sobre o cérebro humano, sobre calvície e sobre a receita original da Guinness (a história do rato no primeiro barril sempre rende boas caras de nojo no bar). Isso, no entanto, não significa que não temos direito ou de legislar ou de tentar criar políticas para “ajudar” os obesos.

    Pra citar o autor do primeiro texto que tu postou:

    Neither should we imagine that the existence of alternative theories means that governments can stop trying to forestall a major public-health menace.

    Aliás, o que ele apresenta durante todo o texto é exatamente isso, teorias alternativas que aliadas à teoria termodinâmica aumentam o panorama das possíveis causas da obesidade.

    A teoria termodinâmica, por sua vez, não pode deixar de ser levada em consideração quando o assunto é ser gordinho. Esse artigo da Divisão de Endocrinologia e o Depto. de Medicina de Harvard explica bem o assunto:

    To understand obesity, one must understand the concept of energy balance. Assuming that an individual has no problem with the absorption of nutrients, stored energy will increase only if energy intake exceeds total body energy expenditure.

    As políticas públicas e tratamentos médicos devem ser desenvolvidos de acordo com as teorias mais universalmente aceitas e comprovadas cientificamente, o que justifica a adoção de tratamentos para a obesidade que envolvam o aumento do gasto de energia, a redução de sua absorção ou uma combinação entre ambos.

    Claro que obesidade é uma doença rodeada de mitos e achismos porém, pelo que é cientificamente aceito como verdade, não dá pra descartar “comer menos e gastar mais” como uma forma eficiente de tratá-la.

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