Steam in a Game

If you’re interested in understanding Valve, and, how, in turn, this led them to make Artifact the way they did, you need to look at the history and, in particular, its knack for finding novel ways to make money. Valve—which is not publicly traded, maintains one of the smallest workforces of any firm of its prestige, and is thought to have the highest profit per employee of any American company—is not like other game companies, and operates according to a different, but specific, set of principles. That fact makes Valve both fascinating and predictable.

Excelente artigo sobre o design econômico por trás do último jogo da Valve – que, junto com a CCP Games, segue sendo a empresa de jogos mais interessante do mundo. Até fiquei curioso para jogar, quando finalmente trocar meu computador no ano que vem.

Tu só tá ficando velho

Em nota relacionada ao fetiche por distopias:

Our current moment tends to misunderstand the Enlightenment, which challenged a world governed by epistemic dogma, handed down by religion and royalty, that held truth as something frozen, complete, and beyond debate. The Enlightenment was an effort to treat truth as something that wasn’t a given but needed to be worked on, and could be failed at. The experience of the Enlightenment was and remains itself a crisis of reality.

(via Galera)

Será que a gente pode só conversar, um pouco?

Que loucura esses Sentineleses, 60 mil anos de quase total isolamento na base de receber todo mundo a tiros (de flecha). Não lembro de ter ouvido falar neles antes da notícia de terem matado um missionário americano com sua aparentemente usual violência.

Sendo o ser humano como é, fico realmente surpreso de até hoje ninguém ter encarado tal comportamento como desafio, invadido a ilha e caçado cada um até não sobrar nem sinal da existência da tribo. E, quem sabe, escrever esse post me faz lembrar dessa história quando o próximo idiota (outra coisa com que podemos contar na natureza humana) resolva ir lá levar presentes e converter o pessoal.

This too shall pass

É por concordar 100% com esse tipo de coisa que costumo me identificar como neoliberal:

In doubling down, Trump sends a signal to his supporters and allies: These attitudes have a privileged place in mainstream political life, and you should express them. Most of this will be rhetorical, but Americans who hold the more virulent form of Trump’s racial ideology could continue to take his rhetoric and free expression of bigotry as a call to action. In turn, his refusal to fully condemn or distance himself from the resulting acts of far-right violence—“some very fine people on both sides”—sets the stage for future acts of terror, which he will almost certainly address in the same equivocating terms.

Um pouquinho antes, porém, ao falar dos tempos pré-Guerra Civil americana, o autor resume o que me faz ainda ser um otimista diante dessa bosta de tempo em que vivemos:

That era of virulent, violent racism is behind us. But explicit prejudice has returned to public life, ushered in by a wave of racial backlash that gathered increasing strength in the final years of the Obama administration.

Uma versão mais elaborada, e ainda não diretamente sobre o meu ponto, pode ser encontrada nesse texto da New York Review of Books.

Não me parece, claro, haver dúvidas sobre o crescimento do autoritarismo entre as democracias ocidentais, nem sobre o quanto isso é péssimo exceto para os sempre poucos amigos dos autoritários no poder. No entanto, quero crer que esse tipo de movimento seja natural de sociedades, onde mudanças não acontecem de forma linear e agradável, mas numa espécie de cabo de guerra em que diferentes grupos de interesse acabam ganhando força por se sentirem oprimidos, e assim por diante. Não é, afinal de contas, como se essa fosse a primeira vez que vemos esse tipo de movimento acontecendo.

Porém, como descrito em ambos os textos, essa vez parece muito mais branda que as anteriores. Os autoritários estão sendo eleitos, e as instituições estão sendo mantidas em algum nível. O racismo, os preconceitos e nativismos, via de regra não são institucionalizados. Chávez e Maduro não são Stalin ou Fidel, Trump e Duterte não são Hitler ou Mussolini.

E nisso sigo apoiando meu otimismo de que, como aquelas, também essa onda autoritária irá passar, e que a tendência geral do avançar da história parece, com seus proverbiais passos de formiga, seguir na direção certa.

Poligoritmo

História interessante, na Fast Company, sobre um experimento da IBM usando Pac-Man para tentar ensinar ética para uma inteligência artificial. Um comentário apenas indiretamente relacionado à história, porém, me deixou mais curioso:

Already, there are plenty of real-world examples of why these subjects are worth worrying about. Earlier this month, for instance, Reuters’ Jeffrey Dastin reported on an AI-infused recruiting system developed by Amazon. The company scrapped the tool after it saw that it was penalizing female candidates—for instance, actively downgrading job hunters with the word “women’s” in their résumés—in part because it had been trained using data from past Amazon hires that—typically for engineering positions—skewed heavily male.

A preocupação de como algoritmos e inteligências artificiais podem ajudar a perpetuar viéses e preconceitos humanos não é nova. Mas ao ler essa passagem, considerando os tempos em que vivemos, me ocorreu: ninguém pensou em inverter a lógica e usar essas técnicas como maneira de identificar ou descobrir viéses e preconceitos velados ou, no mínimo, discutíveis para muitas pessoas? Em vez de “meu deus, minha inteligência artificial é racista”, passar para “vamos treinar esse algoritmo aqui pra ver se não somos racistas, mesmo”.