
Não, o tempo não ajuda em nada.

Não, o tempo não ajuda em nada.
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…quando a MTV resolve colocar quase 20 mil de seus videoclipes disponíveis em um site com qualidade superior de vídeo e som? Pra comemorar, deixo-vos com o clipe da banda que mais gostaria de ver ao vivo, atualmente - depois de já ter tirado Arcade Fire, Dave Matthews Band e My Chemical Romance da lista.
E tem gente que acha que é o MSN que precisa ser bloqueado para fazer a galera trabalhar. (via Gizmodo)
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Há coisa de duas semanas, resolvi que passaria uma semana em Porto Alegre para ir ao casamento de um amigo e votar nas eleições locais. Depois de muito usá-lo como ferramenta de busca por horários e preços, decidi que desta vez usaria o Submarino Viagens para efetivamente comprar a passagem.
Como sempre, pude rapidamente escolher o vôo com a melhor relação custo/benefício e procedi ao fechamento do pedido. Foi quando cheguei na página abaixo:

Passagem: OK. Taxa de embarque: OK. Taxa de serviço: FAIL.
“Por serem uma espécie de agência de viagens virtual, talvez eles tenham preços diferenciados e ainda valha a pena pagar esta taxa”, pensei. Uma rápida busca no site da Gol e temos o seguinte resultado:

O que, obviamente, é igual à soma do preço da passagem com a taxa de embarque cobrada pela Infraero. Ou seja, o Submarino permite usar gratuitamente a parte realmente útil de seu serviço, vindo a cobrar apenas na hora em que podemos utilizar gratuitamente o serviço da empresa aérea escolhida. Só no Bra$iu.
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O blog do Jeremiah Owyang, analista da Forrester Research, deveria ser leitura obrigatória para qualquer profissional de marketing minimamente preocupado com novas tecnologias e mídias sociais. Minha vida seria muito mais fácil se todo mundo conseguisse entender e aceitar coisas como:
Se você ainda não se deu conta, o site corporativo está se tornando menos relevante, e o marketing (e suporte) web se espalhou para fora do seu domínio e resultados do Google. Você também sabe que clientes potenciais confiam na opinião de quem já é consumidor (e que é “como eles”) muito mais do que em marqueteiros, e o Facebook deixa essas comunidades de prática se juntar. Sua marca está descentralizada - adote! Se você não entende estes conceitos, é difícil ir adiante (…).
O que mais vejo no meu trabalho são pessoas que entendem isso pela metade. Eles compreendem que seu público está espalhado por muito mais canais do que apenas seu canal oficial, e que por isso precisam levar sua comunicação até estes consumidores. Agora, tente explicar para eles que esta comunicação tem que acontecer por lá mesmo, e que não adianta ficar querendo enviar as pessoas para um SAC ou coisa parecida que centralize todas as informações da marca.
Outra coisa complicada é fazê-los compreender que cada canal tem suas peculiaridades e, por isso, precisa de estratégias específicas na hora de se encaixar no plano de comunicação de uma marca. Estratégias que devem ser desenvolvidas a partir de uma real necessidade, e não apenas porque precisamos mostrar que conhecemos uma determinada nova mídia social ou tecnologia.
E se alguém acha que isso acontece só com clientes, está precisando circular mais entre o mundo da comunicação. O que não falta por aí é gente dentro de agências de publicidade, marketing, ou assessorias de imprensa que achem que trabalho com mídia social é só fazer meia dúzia de lâminas de Power Point falando de blogs, Orkut e Twitter.
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Notícia no site da Ohio University, em 19 de Agosto:
A stalagmite in a West Virginia cave has yielded the most detailed geological record to date on climate cycles in eastern North America over the past 7,000 years. The new study confirms that during periods when Earth received less solar radiation, the Atlantic Ocean cooled, icebergs increased and precipitation fell, creating a series of century-long droughts.
Post do mestre Eugênio Hackbart, no blog da Metsul, em 07 de Março:
O resfriamento ocorrido no planeta nos últimos meses e particularmente em janeiro de 2008 foi extremamente significativo. Tome-se, por exemplo, os dados do GISS da NASA que historicamente tem um bias aquecimentista em seus dados. A queda na temperatura de janeiro de 2007 para janeiro de 2008 parece ter sido a maior de um ano para o outro no tocante ao primeiro mês do ano desde o início da série histórica em 1800.
O mesmo Hackbart, em outro blog da Metsul, alguns meses mais tarde (título de “Resfriamento global aumenta…”, do dia 05/06):
O fato é que o aquecimento global não apenas inexiste na década atual como a curva de temperatura entre 2002 e 2008 indica resfriamento. (…) Proliferam trabalhos alertando para uma forte redução na atividade solar a pontos de alguns cientistas estarem cogitando períodos comparáveis aos mínimos de Dalton e Maunder, a Pequena Idade do Gelo, o que considero prematuro.
E matéria da agência EFE, há pouco menos de um mês:
A Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) previu hoje que o planeta Terra está perto de uma “pequena Era de gelo” que duraria entre 60 e 80 anos como conseqüência de uma diminuição da atividade solar.
Bjorn Lomborg deve andar feliz da vida. (foto do Flickr de jungl thomas)
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Afudê, mesmo, é fazer arte em telas de controle visual (também conhecidos como Letrex).
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Mais uma semana, mais uma incrível polêmica envolvendo o que o Merigo tão adequadamente chama de umbigosfera. Pra quem não acompanhou, a trepidante seqüência de eventos se dá, mais ou menos, da seguinte forma:
Meu comentário predileto sobre todo o imbróglio foi o de Mr. Manson, via Twitter: “Ainda não perceberam q blogueiro não pode ganhar nada + caro q R$ 30? Celular, geladeira, viagem… Essas porras sempre acabam dando merda“. No meio de tanta gritaria e ranger de dentes, no entanto, me parece que todo mundo deixou passar um detalhe importante, que diz muito sobre a minha bronca e de tantos outros quanto à relevância desta nossa umbigosfera. Primeiro, vejamos algumas citações interessantes.
Rafael Ziggy, do Sim Viral, um dos nove blogs escolhidos para a ação:
O case i9 da Coca-Cola é só mais um dentre os tantos analisados no SimViral. Com ou sem geladeira, sendo ou não escolhido, publicaríamos da mesma forma por ser inovador e totalmente condizente com a nossa linha editorial. Assim como fizemos com tantos outros cases que sequer fomos sondados por empresas ou agências.
Carlos Cardoso, do Contraditorium, o Diogo Mainardi da blogosfera brasileira:
BLOG-DE-ALUGUEL? Então se a senhora sua mãe ganha uma camiseta da Nike e a coloca ela vira uma mãe-de-aluguel? Eu vi ontem WALL-E, adorei o filme e fiz uma resenha. Se eu tivesse sido convidado para a pré-estréia e postasse a MESMA resenha eu seria um blogueiro-de-aluguel?
Tiago Ritter, meu amigo e sócio da agência web W3Haus:
Eu quero que os blogueiros ganhem isotônicos e me digam o que acharam do goró. Quero que pluguem a geladeira no USB e relatem se dá pra garantir o happy hour com o brinquedo ou se é só purpurina. Quero que eles sejam inundados de tocos pra me dizer o que vale a pena e o que não vale. O blogueiro não tem compromisso comigo. E muito menos eu com ele. Se eu achar que ele ta mentindo, vou ler outro blog. Se eu me identifico com ele, sigo leitor.
Quem me conhece já deve imaginar aonde quero chegar. Pois uma breve busca pelos blogs agraciados pela campanha da Coca-Cola (se quiserem a lista de cada um, é só procurar no post do Brainstorm ou do Tiago) mostra o seguinte resultado: de nove blogueiros que receberam a geladeira, cinco fizeram post sobre o assunto; destes, apenas UM teve o bom senso de dedicar ao menos uma linha ao produto em si, ao invés de ficar se maravilhando com a bacanice da ação (muito obrigado, Nick Ellis).
O que temos, aqui, é um caso que demonstra perfeitamente aquilo de que o Pedro Dória tanto reclama na nossa blogosfera, que é sua absoluta falta de relevância e produção de conteúdo. Se mesmo recebendo o hidrotônico em sua casa, dentro de uma bela geladeira, antes dos reles mortais, não ocorre a estes blogueiros informar seus leitores sobre as qualidades do produto, como é que podemos esperar que eles pensem em levantar o telefone para ligar para uma fonte e fazer uma entrevista ao invés de simplesmente ficar dando sua opinião sobre que é impresso em jornais país afora?
Não se trata de fazer jornalismo, não se trata nem mesmo de criar notícias. Trata-se, apenas, de ter um pouco de foco sobre qual a informação realmente relevante em uma história, e nisso tentar adicionar algo de novo e pessoal à conversa. Será, realmente, pedir demais?
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No post passado, o Marcus indiretamente pediu-me que explicasse melhor do que se tratava o FriendFeed e por que ele poderia se interessar em usar o dito cujo. O Emiliano, com freqüência, reclama que ele quer que eu desenvolva melhor os assuntos ao invés de ficar mandando links para outros lugares.
Como já disse em outras situações, eu nunca gostei de fazer esses posts porque sei que é coisa que já existe disponível Internet afora, ao alcance de quaisquer 10 segundos no Google. Não que eu esteja querendo dar lição de moral em meus leitores, apenas que fico me sentindo um pouco papagaio, repetindo coisa que os outros já disseram.
Mas, já que o povo pede, por que não ceder um pouco? Assim, me apoiando nos exemplos do Pedro Dória e, especialmente, do Matthew Yglesias, resolvi começar a ter posts “abertos” para que os estimados leitores discutam o que bem entenderem, e me peçam posts sobre assuntos específicos. Quem sabe assim eu consigo me organizar para manter um fluxo mínimo de posts por aqui.
Então, aí estão os comentários (inclusive no meu FriendFeed). Alguém sugere algo?
(foto do Flickr de Pocon)
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Em 2003, a revista Wired declarou: o futurismo morreu. Na edição deste mês, o futurismo faz parte de uma lista com as 5 coisas que a revista declarou como mortas prematuramente. Como eles próprios disseram, “prever a morte das previsões? legaaaaal“.
Pois não há prova melhor de que o futurismo continua vivo e chutando do que essa espécie de corrida entre comentaristas de tecnologia para ver quem é o primeiro a determinar a morte de alguma coisa. O último a empunhar uma ceifa foi Robert Scoble, uma das figuras de maior visibilidade da blogosfera gringa e que já passou por companhias como NEC, Microsoft e Fast Company. Baseado no fato de que um de seus posts recentes gerou mais discussão via FriendFeed do que em seu próprio blog, ele resolveu declarar que os comentários [em blogs] morreram.
Tanto no FriendFeed como em seu blog há algumas boas sugestões sobre a possível razão de o post em questão ter sido pouco discutido. E no Inquisitr, Duncan Riley explica melhor do que eu jamais poderia por que os comentários em blog vão muito bem, obrigado.
O que me parece mais interessante, no entanto, é se perguntar por que os dois precisam ser coisas diferentes ou separadas. Afinal de contas, se o FriendFeed serve para agregar toda a produção de um usuário, por que não agregar também os comentários que são parte tão inexorável da identidade de um blog? Bastaria, como sugerido pelo leitor de algum dos links acima, utilizar algum serviço como o Disqus e o FriendFeed permitiria que seus comentários e os do eventual blog fossem uma coisa só, de forma a deixar os leitores usarem o serviço que preferissem para participar de uma mesma discussão.
Outra coisa que me chama atenção é como essa discussão é absolutamente inútil em se tratando do cenário brasileiro. Todo dia eu vejo mais gente usando FriendFeed por aqui, blogs falando do assunto, gente me perguntando de que se trata, e no entanto não vejo nenhuma conversa entre usuários brasileiros acontecendo por lá. Nem sequer vejo usuários publicando conteúdo diretamente nele. Mas algo me diz que é so o Edney começar a fazê-lo e o Fugita publicar sua versão do post do Scoble para que o FriendFeed vire um verdadeiro baile funk.
(foto do Flickr de Tomas Hawk)
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Não gosto de cidade grande. Com a nítida piora na infra-estrutura de Porto Alegre nos últimos cinco ou seis anos, cada vez mais penso que meu ideal de vida seria um pequeno sítio repleto de verde e animais, em alguma cidade pequena e minimamente próxima daqui, como Eldorado do Sul. Mas, é claro, isso não se encaixa muito bem nos planos de São Murphy.
Desta forma, era apenas uma questão de tempo para me juntar às massas e acabar indo morar em São Paulo. E assim será, tão cedo quanto eu consiga resolver as burocracias e a logística envolvidas no processo de mudar-se de cidade.
As razões são as de sempre: grana, oportunidade profissional e o desafio da mudança. Continuarei na LiveAD, agora com um trabalho mais focado em mídias sociais e suas aplicações nos projetos digitais da agência.
Meu pai acha que, depois de experimentar a vida por lá, não vou querer voltar para a província. Ainda que algumas viagens tenham me tirado boa parte dos preconceitos com a cidade, ainda tenho sérias dificuldades em me ver sendo convertido em um paulistano, como o Emiliano, por exemplo. Veremos.
De toda forma, garanto que volto de tempos em tempos para visitas e efemérides. E os leitores paulistanos que porventura quiserem tomar um café, passar algumas dicas ou coisa parecida, os comentários estão aí pra isso. E agora, seguimos com a programação normal.
(foto do Flickr de powerhouse00)
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